RÁDIO MUNDIAL - Rio de Janeiro - Brasil

A Mundial foi inaugurada como PRA-3 com o nome Rádio Clube do Brasil em 1924, passando em 1927 a operar na frequência 860 Khz. Em 1937 o nome é alterado para Rádio Cajuti (as sílabas de Tijuca ao contrário) pois fora vendida ao Tijuca Tênis Clube, que transfere os  estúdios para a sede do clube. Em 1948 o clube vendeu a rádio para os Diários Associados, alterando novamente o seu nome, agora para Rádio Mundial. Em 1954 foi comprada pela Organizações Vitor Costa e em 1959 alugada para o radialista Alziro Zarur, fundador da Legião da Boa Vontade. Por volta de 1968/69, a Rádio Mundial foi vendida ao Sistema Globo e a partir desse ano passou a ter uma programação essencialmente musical. O Sistema Globo passou a investir pesado na Mundial AM e a virada veio com a chegada do radialista e DJ Big Boy, falecido em 1977, que assumiu a direção geral da rádio. Big Boy implantou uma programação pop extremamente inteligente e ágil. Uma programação que não deixava de tocar bons nomes da música popular. Por isso, é impossível falar da Mundial AM e do rádio do Rio dos anos 70 sem falar de Big Boy, um dos melhores radialistas da história do radialismo. O próprio Big Boy apresentou alguns dos melhores e bem-sucedidos programas da Mundial. Neles, ele aproveitava sua experiência como DJ no Rio de Janeiro. Nos bailes "da pesada", promovidos em diversos lugares da cidade, como o Canecão e clubes do subúrbio, Big Boy apresentava as principais novidades da música pop. Nos anos 70, ele ajudou na explosão da black music e do funk original, muito superior ao funk carioca surgido no final dos anos 80 e 90. 

Como a Mundial tinha ouvintes em vários estados, a programação da Mundial AM virou referência para diversas AMs e FMs de todo o Brasil. No Rio, todas as boas FMs de qualidade que surgiram, desde os anos 70, devem ao pioneirismo da equipe da Mundial AM. Até outras rádios AM copiavam o modelo da Mundial, a começar pela Excelsior AM 780 de São Paulo, que também era do Sistema Globo. Nessa fase a emissora competia com a Rádio Tamoio, das Emissoras Associadas, que também apresentava uma programação musical dedicada ao público jovem. Na década de 1970 a emissora investia no black music e no rock. Entre 1973 a 1985 a emissora lançou coletâneas de seus sucessos em disco pela Som Livre (1973-1985), RGE (1981) e Opus Columbia (1984). A partir da década de 1980, devido ao aumento da audiência das emissoras FM, a rádio foi decaindo aos poucos. A Rádio Mundial AM 860 foi extinta pelo Sistema Globo em 1992, passando a CBN, também do Sistema Globo e que havia sido criada experimentalmente na frequência AM 1180, a operar na frequência 860 kHz.

Em 1996 a Mundial voltava ao ar, na frequência 1180 Khz tocando samba e pagode, além de transmitir as corridas do Jockey Club do Brasil. Em 2002 a frequência foi arrendada à ONG Viva Rio, passando a ser Viva Rio AM. Por razões contratuais somente as corridas do Jockey Club eram transmitidas. Em 2005 o contrato com a Viva Rio encerrou e a Mundial voltava novamente ao ar com programação musical. Em 2007 a Rádio Mundial transmitiu o Pan Americano do Rio de Janeiro em simultâneo com o Sistema Globo de Rádio. Em 2008 o Sistema Globo de Rádio encerrou o contrato que ainda tinha com o Jockey Club e começou o processo de venda da rádio. No dia 27 de maio de 2008 a emissora ganhou mais conteúdo jornalístico com notas intercaladas nas execuções musicais. As equipes de jornalismo da Rádio Globo Rio de Janeiro (AM 1220 Khz) e da CBN Rio de Janeiro (AM 860 Khz) foram utilizadas pelo Sistema Globo para contribuir com essas intervenções jornalísticas na programação da Mundial. No dia 30 de janeiro de 2009, a emissora encerrou as suas atividades, passando a ter apenas execuções musicais e em fevereiro foi comprada pela Igreja Mundial do Poder de Deus. 

 

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